Domingo, 25 de Abril de 2010

Na Rota da Farinha e da Broa: uma reportagem do jornal Sol

 

Entre a Serra da Portela de Oliveira e a freguesia de Lorvão, no concelho de Penacova, rodámos a mó do moinho, peneirámos a farinha e fizemos broa. Uma rota para reviver uma das mais antigas ocupações humanas e que fez de nós moleiros.

Foi no Museu do Moinho Vitorino Nemésio, em pleno perímetro florestal da Serra do Buçaco, que iniciámos a Rota da Farinha e da Broa. E no interior do velho moinho, recuperado e aumentado, viajámos pela história da molinologia portuguesa que tanto encantou o poeta e escritor português. Percorremos a Sala dos Moinhos de Portugal, a Sala dos Moinhos de Água, a Sala dos Carretos, a Sala das Entrosgas, a Sala dos Moinhos de Vento e a Sala Nemésio e Documentos.

 

Leia a reportagem no jornal SOL

Etiquetas:
posted by penacovaonline às 21:19
link | comentar | favorito
Sábado, 10 de Abril de 2010

UTL organiza Rota dos Moinhos de Penacova

A UTL/ ANAI – Universidade do Tempo Livre e Associação Nacional de Apoio ao Idoso vai organizar um passeio a Penacova no dia 30 de Abril.

Como pontos fortes do roteiro, destaca-se, conforme refere o folheto relativo à iniciativa:

 Visita guiada ao: “Museu do Moinho Vitorino

Nemésio”

“Museu especializado, sendo o seu espólio constituído por

objectos de molinologia recolhidos não só no concelho de

Penacova, mas também noutros concelhos do país.

Os objectos representam o modo de funcionamento dos

Moinhos de Vento e de Água.

No Museu podem ver-se peças de Moinhos.”

 

• Visita ao exterior de um grupo de moinhos na Serra da Atalhada

 Almoço no Restaurante “ Pedra do Moinho”

• Moinhos de Miro

“Na freguesia de Friúmes, concelho de Penacova, mais propriamente no cume da Serra da Atalhada, ergue-se um belo

complexo Turístico, composto por um conjunto de 23 Moinhos de vento, um Bar e um Restaurante.”

 

 Vimieiro (S. Pedro de Alva)

Moinho de água e roda do rio

 

 Moinhos de Gavinhos

“Daqui o panorama pela zona envolvente é fantástico, na

companhia de 14 moinhos de vento e de uma imagem do

Imaculado Coração de Maria, como que a abençoar os ventos, a vila e o trabalho dos moinhos.”

 

 Ainda no desdobrável, podemos ler o seguinte texto:

 

 Mil e uma razões para estudar os moinhos

Desde o longínquo paleolítico, época dos primeiros passos do Homem sobre a terra, que os homens se depararam com uma premente, e para muitos nunca satisfeita,

necessidade - a comida. Remonta a essas épocas a actividade de triturar e moer raízes, frutos e grãos silvestres que ajudavam na sua magra alimentação.

Mas a verdadeira moagem só aparece quando se generaliza o uso do pão, estando intimamente relacionada com a produção de cereais, utilizados na alimentação humana depois de esmagados ou reduzidos a farinha.

Das mós manuais se evoluiu para engenhos cada vez mais sofisticados...

Mil e uma razões para estudar os moinhos...

Se outras razões não houvesse, porque estão moribundos, tocados de morte...

Porque fazem parte do nosso imaginário. Para eles nos remetem algumas importantes obras no campo da literatura de ficção e no domínio das artes plásticas...

Porque, como afirmava o Eng. Santos Simões, Portugal é o país do mundo quetem mais moinhos e azulejos...

Porque os moinhos são importantes actores de uma história longa em que o "pão" é o principal protagonista...Aí está o "pão nosso de cada dia" da oração fulcral do

cristianismo. Pão que continua a servir para "superlativar" uma essencialidade: "é tão necessário como o pão para a boca".

Porque podem ser, como muitos outros vestígios do património industrial, fontes importantes para o estudo da organização social e do ambiente de trabalho.

No campo do património construído, representam, muitas vezes, "notáveis" exemplares da arquitectura popular.

Nota final

Quer continuem a laborar, quer já se tenham silenciado, as gentes falam, com orgulho, desses notáveis e arcaicos elementos do património construído... Os moinhos,

com o seu espaço circundante, são palco (cenário), e até protagonistas de "estórias"vividas e sonhadas, fazem parte do mundo lúdico e encantatório... A ida ao moinho

participava muitas vezes dos momentos festivos e rituais: pausa nos trabalhos maispesados, para que dos grãos pudesse nascer o pão-de-cada-dia que havia de alimentaros homens.

 

Excertos do livro MOINHOS DE ÁGUA DO PARQUE NATURAL DE MONTESINHO, VÍTOR

SIMÕES ALVES e JOSÉ RODRIGUES MONTEIRO

Etiquetas:
posted by penacovaonline às 12:19
link | comentar | ver comentários (1) | favorito
Terça-feira, 8 de Abril de 2008

Ainda a propósito do Dia dos Moinhos

Câmaras e associações responsáveis

pela recuperação dos moinhos

Câmaras municipais e associações de desenvolvimento local são as principais responsáveis pelo estudo e recuperação dos moinhos tradicionais portugueses, um património que, segundo os especialistas, serve para ligar os habitantes ao território onde residem.

Segundo a Rede Portuguesa de Moinhos, muitos dos que são recuperados e abertos ao público com actividades estão a cargo de autarquias e associações.

De acordo com informações da Rede, municípios como Odemira, Santiago do Cacém, Montijo, Seixal, Amadora, Odivelas, Oeiras, Cascais, Penacova, Coimbra, Oliveira de Azeméis, Valongo, Vila Nova de Gaia, Boticas, Fafe, Viana do Castelo e a Região Autónoma dos Açores têm-se dedicado à investigação, realizam levantamentos, promovem recuperações e desenvolvem trabalhos pedagógicos.

As associações de desenvolvimento local "Vicentina", com cursos de animadores para moleiros, e a "LeaderOeste", com a inventariação e estudos em molinologia envolvendo universidades, têm-se destacado nesta área.

O especialista da Rede Jorge Miranda disse à Lusa que os moinhos - cujo dia nacional é assinalado segunda-feira - "podem ter um papel importante no estabelecimento de laços entre as pessoas e o território" e deu como exemplo o município de Odemira.

"No concelho de Odemira 25% da população é estrangeira e há que gerar e fixar laços destas pessoas com a terra. Penso que a dinamização dos moinhos pode ser uma forma de alcançar esse objectivo", defendeu. A Rede Portuguesa de Moinhos foi criada em 2006 e organiza desde o ano passado os "Moinhos Abertos", iniciativa que promove a visita do público a 102 moinhos espalhados pelo país.

A Rede surgiu do interesse pelo património molinológico português e conta com mais de 60.000 visitas Internet e uma centena de participantes activos de 46 municípios do continente e ilhas.

Um dos objectivos da organização é elaborar um inventário nacional de moinhos tradicionais já que os últimos dados são de 1960, quando funcionavam 11 mil moinhos no país.

Destes, de acordo com a associação LeaderOeste, 900 laboravam na região Oeste nos concelhos de Alenquer, Arruda dos Vinhos, Alcobaça, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.

Excerto de artigo publicado no DIÁRIO DOS AÇORES

08/04/2008 09:04:9 

 

 

posted by penacovaonline às 22:57
link | comentar | favorito
Segunda-feira, 7 de Abril de 2008

Lino Branco - Moinhos de Gavinhos

Moleiros trabalham ao vivo em moinhos

Na serra de Gavinhos, três dos 14 moinhos ainda funcionam


No Dia Nacional dos Moinhos, o Município de Penacova associa- se a uma iniciativa de âmbito nacional e abre hoje as portas de alguns dos moinhos existentes nas serras da Atalhada, Gavinhos e Portela de Oliveira e do Museu do Moinho Vitorino Nemésio, que terá entradas gratuitas.
Na serra de Gavinhos, Lino Branco - o único moleiro existente na freguesia de Figueira do Lorvão, concelho de Penacova - mantém em funcionamento um dos três moinhos de vento, entre os 14 ali existentes, que ainda estão em condições de moer o milho, trigo e centeio. De Maio a Outubro, o moleiro passa os dias ao sabor do vento da serra. A excepção foi ontem e hoje, dias em que o moinho de Lino Branco funcionou para que os visitantes e turistas pudessem observar como se trabalha num moinho.
Com perícia e precisão, manobra as velas consoante a direcção do vento, de forma a conseguir que a mó vá moendo os cereais. Mais do que para ganhar dinheiro, Lino Branco diz que trabalha pelo amor e gosto que tem à arte que herdou do pai e dos avós.
"No Verão, a família vai para a praia e eu venho para aqui. Deixo de estar com a filha e a esposa para vir trabalhar", refere Lino Branco.
No resto do ano, o moleiro não fica parado. Deixa a serra e ruma para a ribeira de Lorvão, onde tem um moinho de maré. Lino Branco aprendeu a arte em pequeno e chegou a trabalhar alguns anos com o pai. Chegada a altura de ir para a tropa, cumpriu o serviço militar e rumou ao estrangeiro.
Regressado há 35 anos, o ex- -emigrante retoma a paixão antiga e desde então ocupa-se a transformar os cereais que lhe entregam em diferentes farinhas. Não leva dinheiro, fica apenas com a maquia. Por cada 10 quilos de cereal, fica com dois que depois vende a particulares.
Ontem, juntou-se ao moleiro Ângela Almeida, de 7 anos de idade, e David Coelho, de 3 anos. Nunca tinham visto um moleiro a trabalhar. Muito menos sabiam que a saborosa broa cozida na casa das famílias destes primos era feita com a farinha ali moída.


Licínia Girão / Jornal de Notícias


posted by penacovaonline às 18:22
link | comentar | favorito
Sábado, 5 de Abril de 2008

Dia Nacional dos Moinhos

 

Na segunda-feira comemora-se o Dia Mundial dos Moinhos.

 Este dia, além de chamar a atenção para os moinhos tradicionais portugueses poderá também servir para identificar problemas e oportunidades, germinar projectos e ideias, ou mesmo para levar a cabo pequenas beneficiações (limpezas, pinturas, consertos de coberturas, etc.) com a participação de activistas e visitantes que o pretendam, preservando os moinhos e criando dinâmicas de desenvolvimento em torno deles.
O Município de Penacova associa-se a este evento com o núcleo de moinhos da Serra da Atalhada e da Serra de Gavinhos. Na Serra da Portela de Oliveira estará aberto durante a manhã e tarde do dia 6 de Abril, o Museu do Moinho Vitorino Nemésio e na Serra de Gavinhos estará aberto da parte da tarde um moinho de vento que estará em funcionamento com a colaboração de um dos poucos moleiros ainda existentes no concelho
.


posted by penacovaonline às 20:14
link | comentar | favorito
Sábado, 18 de Agosto de 2007

De burro até à azenha...

 

 
De burro até à azenha... e a pé para o Lorvão
 
Um percurso de visita no concelho de Penacova mostra a paisagem e as actividades típicas do Roxo, da Aveleira e do Lorvão, e dá a provar a gastronomia de Penacova.

Dar a conhecer a paisagem de Penacova, alguns dos seus recantos mais típicos, como os moinhos e azenhas, sem esquecer a riqueza da gastronomia do concelho, são alguns dos objectivos de um percurso de visita que é promovido por associações locais e a Junta de Freguesia de Lorvão. O percurso propõe uma rota que passa entre o Roxo, a Aveleira e o Lorvão, que é desenvolvida com a colaboração de associações locais e leva os visitantes a participar num dia de aventura.
O percurso começa no Roxo, onde os visitantes podem apreciar a beleza das serranias e são brindados com um porto de honra e uma prova de doçaria conventual, onde se destacam, entre outras iguarias, os pastéis e os queijinhos conventuais de Lorvão.
Do Roxo, os participantes iniciam a viagem até Aveleira, um percurso que é feito de burro, reproduzindo o caminho que os moleiros percorriam para levar os cereais desde as povoações até às ribeiras, onde funcionavam as azenhas. De resto, realça o presidente da Junta de Freguesia de Lorvão, Mauro Carpinteiro, este percurso é acompanhado pelos moleiros, que dão explicações sobre o seu mister e contam algumas histórias antigas.
Já na Aveleira, os visitantes são convidados a conhecer uma azenha, que está em funcionamento e foi recuperada pela Junta de Freguesia do Lorvão. Ali, para além das explicações sobre o modo de funcionamento da azenha e a moagem da farinha, os participantes podem descansar no parque de lazer, junto à frescura da ribeira que ajuda a mover a azenha. No parque, que além das mesas e bancos tem também um forno a lenha, os visitantes são convidados a provar o mel e a broa de centeio, típica da Aveleira.
No restante percurso, que é feito a pé, segue-se a visita aos moinhos da Aveleira e uma passagem por Paradela, onde ainda trabalham as paliteiras e pode ser apreciada a arte da manufactura de palitos, um artesanato típico e também uma das fontes de receitas das gentes de Penacova.
Os participantes descem depois até ao Lorvão, onde o almoço é servido ao ar livre junto do forno comunitário da Poia, uma estrutura que foi recuperada pela Câmara de Penacova e que se situa próximo do antigo lagar e azenha do Mosteiro do Lorvão. Depois do almoço, que é sempre composto por uma ementa com pratos típicos, a tarde é preenchida com uma visita guiada ao Mosteiro do Lorvão.

Criar novos percursos
“Este percurso tem componentes culturais e gastronómicas muito fortes”, acentua Mauro Carpinteiro, adiantando que a junta de freguesia pretende criar, no próximo ano, outros percursos, em torno dos moinhos, da paisagem e do rio Mondego, sem esquecer as riquezas da gastronomia e do património cultural do concelho. A ideia é sinalizar estes percursos, e incluí-los em mapas, de modo a que os visitantes possam fazê-los sozinhos, sem a necessidade de recorrerem a guias.
Nestes percursos a junta de freguesia pretende sempre envolver a população, afirma Mauro Carpinteiro, considerando que esta é uma forma de incentivar “à preservação do património” e de “manter a identidade, e tirar partido dos seus atractivos, num mundo cada vez mais globalizado”.
Quem quiser participar no actual percurso, entre o Roxo, a Aveleira e o Lorvão, pode contactar a Junta de Freguesia de Lorvão ou o Posto de Turismo de Penacova. Para realizar este percurso os grupos devem ser superiores a 15 pessoas e a marcação deve ser feita com alguma antecedência, de modo a que as associações possam mobilizar os seus elementos, que trabalham de forma voluntária, salienta Mauro Carpinteiro. Na organização deste percurso, por exemplo, participam elementos do rancho folclórico do Roxo, do Grupo de Jovens da Aveleira, do Futebol Clube de Paradela e do Grupo Etnográfico do Lorvão.

Dora Loureiro
http://www.asbeiras.pt/index2.php?area=coimbra&numero=47777&ed=16082007
 

 

Além dos moinhos de água ( as azenhas ou moendas) os moinhos de vento são um dos ex-libris de Penacova. na foto, uma fotografia  antiga dum  moinho da Aveleira.

Foto:http://images.google.pt/imgres?imgurl=http://www.regiaocentro.net/canais/wallpapers/gifs_papeisparede/penacova/P5262204_1024.jpg&imgrefurl=http://web.jet.es/plopezp/viento/mol_port.htm&h=384&w=512&sz=200&hl=pt-BR&start=6&tbnid=bEV5_PW8RFSnUM:&tbnh=113&tbnw=150&prev=/images%3Fq%3Daveleira%2Bpenacova%26gbv%3D2%26svnum%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DG

posted by penacovaonline às 21:06
link | comentar | ver comentários (3) | favorito

Veja mais

Para ver mais registos deste blogue pode clicar no link dos meses anteriores ( ARQUIVO ) na barra lateral.

Ficha Técnica:

Webmaster : David Almeida Contacto: cyber.org@sapo.pt

Outubro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Registos Recentes

Na Rota da Farinha e da B...

UTL organiza Rota dos Moi...

Ainda a propósito do Dia ...

Lino Branco - Moinhos de ...

Dia Nacional dos Moinhos

De burro até à azenha...

Etiquetas

actualidade

autarquicas09

blogosfera

bombeiros

desporto

feriado municipal

festitradições

frontal

futebol

igreja

karate

lampreia

lorvão

miro

nova esperança

penacova

penacova a mexer

politica

s. pedro de alva

travanca

todas as tags

Arquivo

Outubro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

pesquisar