Sexta-feira, 9 de Julho de 2010

Ainda a questão da Fusão de Agrupamentos de Escolas

 

 

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Segunda-feira, 5 de Julho de 2010

Fusão de Agrupamentos: posição da Assembleia Municipal da Mealhada

MOÇÃO APROVADA PELA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DA MEALHADA

FUSÃO DOS AGRUPAMENTOS DE ESCOLAS E DA ESCOLA SECUNDÁRIA DO CONCELHO

 

A Assembleia Municipal da Mealhada, reunida a 30 de Junho de 2010, expressa a sua discordância pela iniciativa do governo de impor a fusão dos dois agrupamentos de escolas e da escola secundária da Mealhada, pretendendo, unilateralmente, a criação de uma unidade única, de despropositada dimensão, no concelho. Desde já, a Assembleia manifesta as suas profundas preocupações pelas consequências previsíveis desta medida, consequências que aconselham a rápida suspensão do processo.

 

A retórica usada pelo governo para promover esta imposição (adequação de projectos educativos à escolaridade de 12 anos, articulação de níveis e ciclos de ensino, conforme consta da Resolução do Conselho de Ministros n.º 44/2010) não esconde os efeitos que a medida visa, nomeadamente a redução de postos de trabalho possibilitada pelo aumento de escala do agrupamento único que está em vias de ser imposto na Mealhada. Não esconde, também, outras consequências muito negativas que são escamoteadas no processo. Entre elas, a desumanização da organização escolar, o agravamento de fenómenos de indisciplina, o distanciamento e mecanização da gestão, os disfuncionamentos pedagógicos decorrentes da massificação do trabalho nas escolas, etc., etc. Este é um mau caminho que, para além da promoção de situações de desemprego e de instabilidade profissional, não melhora as escolas da Mealhada; não serve o sucesso educativo das crianças, jovens e adultos do concelho; não promove a qualidade da Escola Pública na Mealhada.

 

A Assembleia Municipal da Mealhada protesta também pela forma como o Ministério da Educação está a promover este processo, através da Direcção Regional de Educação do Centro. O Ministério ninguém ouviu no concelho, não solicitou qualquer parecer; não dialogou, apenas comunicou de forma impositiva a fusão, num primeiro momento, às direcções dos agrupamentos e da escola secundária; revelou uma desconsideração total por todos os intervenientes num processo desta natureza, em particular um evidente desrespeito pela autarquia.

 

A Assembleia Municipal da Mealhada denuncia também o facto de a imposição em apreço nada ter a ver com o conteúdo da Carta Educativa da Mealhada em vigor, desrespeitando grosseiramente as concepções de territórios educativos que ali foram firmadas. Não se compreende a discussão, elaboração e aprovação de instrumentos como a Carta Educativa para, de seguida, unilateralmente, o governo impor as soluções que, sozinho, arquitecta para alcançar objectivos alheios aos interesses do concelho.

 

A Assembleia Municipal denuncia, ainda, a insanável contradição entre a retórica da responsabilização e da transferência de competências para as autarquias, na área da Educação, e a imposição a que estamos a assistir, sem qualquer consulta e muito menos diálogo. Trata-se de uma reprovável manifestação de desrespeito pelo concelho da Mealhada.

 

A Assembleia Municipal exige a suspensão imediata da fusão dos dois agrupamentos e da escola secundária da Mealhada, a tempo de, nas escolas, poder prosseguir com a necessária tranquilidade a preparação do próximo ano lectivo e de se evitarem as consequências negativas que desde já se vislumbram. Exige respeito pela Carta Educativa e também esclarecimentos cuidados do Ministério da Educação sobre a sua actuação, bem como ponderação, diálogo e envolvimento dos parceiros educativos em torno das questões de reordenamento da rede.

 

A Assembleia Municipal da Mealhada mandata o seu presidente para que proceda à divulgação desta resolução junto da sr.ª ministra da Educação, Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República, Direcção Regional de Educação do Centro, escolas e agrupamentos do concelho e comunicação social, em particular a local.

 

Mealhada, 30 de Junho de 2010.

 

VER  FONTE

 

VER OUTRAS TOMADAS DE POSIÇÃO

contra a fusão e o encerramento de Escolas na Região Centro;

 

A posição do PS de Seia: veja  AQUI 

 

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A propósito da Fusão dos Agrupamentos Escolares de Penacova e S. Pedro de Alva

CONSELHO DE ESCOLAS QUER SUSPENDER MEGA-AGRUPAMENTOS

 

Orgão consultivo do Ministério da Educação critica decisão do Governo por não terem sido ouvidas as comunidades educativas

O Conselho das Escolas (CE) vai pedir ao Ministério da Educação (ME) que suspenda a reorganização do sistema educativo, que prevê a criação de mega-agrupamentos de escolas. Os directores das escolas públicas querem que o processo volte à estaca zero e que a sua implementação seja discutida com professores e pais. O documento saído de uma reunião daquele órgão, realizada ontem, critica o Governo por ter tomado a decisão sem antes ter consultado as comunidades educativas.

"O CE entende que todo este processo deve ser considerado nulo e suspenso", defende Álvaro dos Santos, presidente do órgão que reúne directores dos estabelecimentos públicos de educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário. "É preciso ponderar e reflectir muito bem sobre este assunto, antes de serem tomadas decisões. Deve ser encontrado um compromisso com as comunidades educativas", considera o mesmo responsável.

 Leia mais em :

 

http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/

 

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Domingo, 27 de Junho de 2010

Grupo de Pais de Alunos do Agrupamento de Escolas de S. Pedro de Alva manifestaram o seu descontentamento na Assembleia Municipal

Uma delegação de Pais de Alunos que frequentam os estabelecimentos de ensino e educação do alto concelho esteve ontem na Sessão da Assembleia Municipal, tendo usado da palavra duas mães, em nome do grupo presente,  manifestarndo-se  contra a intenção de fundir os Agrupamentos de Escolas, referindo  os inconvenientes que esse facto pode acarretar para a educação / ensino dos seus filhos.

O presidente da Junta de S. Pedro de Alva apresentou também uma Moção de repúdio por esse objectivo do Ministério da Educação. Moção essa que foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Municipal.

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Quinta-feira, 24 de Junho de 2010

A contestação alastra: Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de S. Pedro de Alva manifesta-se contra Mega Agrupamento

Associação de Pais e Encarregados de Educação do Agrupamento de Escolas de São Pedro de Alva.

 

No dia 22 de Junho de 2010 pelas 17h30, realizou-se uma reunião extraordinária do Conselho Geral do Agrupamento de Escolas de São Pedro de Alva, onde os membros desse conselho foram informados que, a partir do dia 01 de Agosto de 2010, este Agrupamento deixaria de existir enquanto tal.

No seguimento disso, este Agrupamento passa a estar fundido a partir do próximo ano lectivo, com o Agrupamento de Escolas António José de Almeida de Penacova, passando este a ser um MEGA-AGRUPAMENTO DE PENACOVA, sendo o único agrupamento de escolas do concelho, com todos os problemas que isso acarreta.

O novo Agrupamento vai ter uma média de 1578 alunos e 200 professores.Esta decisão, não agradou nem aos pais, nem aos professores, tendo recebido logo forte contestação por parte de professores, funcionários e pais do próprio Agrupamento de Penacova. Claro que nada vale a contestação, quando ninguém é consultado para manifestar a sua opinião e se simplesmente recebe a decisão já tomada, de que vai ser assim.

Esta fusão, tem só como único objectivo, reduzir os custos na Educação Nacional. Em nenhuma altura, o Ministério da Educação olhou para a qualidade do ensino, ou se os alunos iriam ser prejudicados. Parem de tapar o sol com a peneira. Está mais que provado que turmas com poucos alunos, em escolas onde todos se conhecem, escolas onde as crianças são seguidas pela mesma equipa, têm resultados muito superiores, aos alunos das escolas das grandes cidades, com turmas de 28 crianças onde o professor nem sequer se lembra do nome da criança, quando chega ao fim do ano lectivo.

É isso que nós queremos para os nossos filhos? Tais atitudes são de lamentar, por isso nos manifestamos contra esta falta de respeito pelo povo que vive no interior de Portugal, "sabendo que se calhar, nada vale a contestação" onde cada dia que passa lhes é retirado um pouco mais da sua identidade (fecho de urgências, de centros de saúde, de tribunais, de escolas, de correios etc.). Será que o interior só vai passar a servir, para passar férias uns dias? Pagamos os nossos impostos e contribuições como todos os outros portugueses, então porque não temos as mesmas regalias? Existem filhos de Portugal e existem enteados? Porque é que nos consideram sempre como uns "totós"? Será porque a nossa voz e as nossas reclamações nunca chegarem a São Bento? Será culpa dos nossos Autarcas e Deputados, eleitos por nós para olharem por nós (falo de todos os autarcas e eleitos de todas as regiões do interior do pais)?

Porque será que o interior de Portugal é que tem de pagar a factura da má gestão do actual e dos anteriores governos? Se querem tanto reduzir as despesas, então que comecem por cima, que comecem por reduzir os Assessores e adjuntos com salários fora do normal! Porque não reduzem os deputados da Nação que, para um país como o nosso, nem de metade precisaria? Porque não acabam com os Governadores Civis que há tempo, mais não são, do que prolongamentos dos braços do partido nos distritos? Não estou de acordo com esta fusão, até porque ela trás outras consequências que, só irão ser visíveis mais tarde.

Desde já o Conselho Pedagógico passa a estar em Penacova e digo mais, se alguma turma em S. Pedro de Alva, não tiver um mínimo de alunos de certeza que juntarão as turmas, e imaginem onde? Penacova. Este foi o meu desabafo! Um desabafo de quem vindo do estrangeiro, viu outras formas de tratar a educação, por isso não concorda com a asfixia lenta que estão a fazer nas terras do interior, "apesar do interior ser cada vez mais perto do mar" e onde viver começa a ser considerado um luxo. Vão existir sempre soluções se assim continuarmos, ou emigramos outra vez como há uns anos atrás, ou vamos todos viver para Lisboa, porque mesmo o Porto, já começa a ser interior também. Eu, nunca calarei a minha voz e lutarei sempre mas, lembro-vos, senão estivermos unidos, de nada vai valer um ou outro manifestar a sua opinião.

Um bem-haja a todos.

Presidente da Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de São Pedro de Alva,

Ana Bela Santos

 

Publicado em UM OLHAR SOBRE TRAVANCA DO MONDEGO

 

 

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