Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

Barragem da Aguieira: postais com 30 anos

 

A construção da Barragem da Aguieira, revolucionou,  na altura da sua construção, o concelho de Penacova. Abrimos o baú de recordações e nele encontrámos um folheto da EDP

datado de 1978. Hoje, e para quem nao assistiu à fase de construção, é difícil imaginar o

que esta obra implicou. Tendo este blogue o objectivo de divulgar também a história recente do nosso concelho, aqui deixamos este apontamento.

 

 

 

   

BARRAGEM DA RAIVA

A construção da barragem da Aguieira, 1.º escalão do aproveitamento do Mondego e situada

a jusante da confluência do rio Dão, viria a ser incluída nas realizações do III Plano de Fomento, por decisão tomada pelo Conselho de ministros para os Assuntos Económicos, em 12 de Maio de 1970.

 

A beneficiação da bacia do grande rio tornar-se-ia realidade já no governo de Marcelo Caetano e pelo grande interesse do ministro Rui Sanches

 

O projecto foi revisto e actualizado em 1971, e em meados do ano seguinte foram iniciados

os trabalhos na barragem da Aguieira, prevendo-se que o custo total atingisse os dois milhões decontos, a repartir entre o Estado e a Companhia Portuguesa de Electricidade

 

Em 1975 a nacionalização do sector eléctrico e a constituição, no ano seguinte, da

Electricidade de Portugal - EDP, fez com que os trabalhos para o aproveitamento passassem a serassegurados por esta empresa.

 

As obras de construção civil e de instalação e montagem de equipamento na barragem da

Aguieira, que permitiam o início da produção de energia, estavam prontas em 1981, o que permitiu asua entrada ao serviço em 1 de Outubro.

 

As obras na barragem da Raiva ficaram prontas em Dezembro de 1982, altura em que este

aproveitamento iniciou a sua exploração em conjugação com a da Aguieira.

 

Finalmente, em 31 de Outubro de 1985, na sequência da conclusão dos trabalhos

relacionados com a barragem das Fronhas, procedeu-se ao fecho das comportas das descargas e ao início de enchimento da albufeira, ligada, como foi atrás referido, à barragem da Aguieira por umtúnel, para onde canaliza as águas do rio Alva.

 

In A Companhia Eléctrica das Beiras e o aproveitamento hidroeléctrico do rio Mondego, por João Figueira, no XXII Encontro da Associação Portuguesa de História Económica e Social Aveiro, 15 e 16 de Novembro de 2002

Veja:

http://www2.egi.ua.pt/xxiiaphes/Artigos/a%20J%20Figueira.PDF

 

 

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Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008

Aguieira: se fosse hoje não seria construída

A Barragem da Aguieira, se fosse hoje, não seria construída, segundo Antunes do Carmo, Professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC, em declarações proferidas numa conferência, no âmbito da Pós-Graduação em Dinâmicas Sociais e Riscos Naturais ( 2004)

A barragem da Aguieira, dado que se trata de uma obra de grande dimensão e se situa apenas a 35 quilómetros de uma grande cidade como Coimbra, nunca teria sido construída, à luz dos parâmetros actuais dos estudos de impacte ambiental.

 

Num cenário de ruptura,  as águas atingiriam Coimbra num espaço de 45 a 60 minutos, formando uma onda de perto de 12 metros, recheada de blocos de grande s dimensões…e imagine-se Oliveira, Raiva, Vila Nova, Ponte, Rebordosa, ...

 

No entanto, nos próximos 30 anos apenas na presença de um forte sismo tal cenário é possível. É que até aos 60 anos de vida as barragens resistem normalmente. Passado esse prazo, os riscos começam a aumentar de facto.

 

Hoje a segurança é máxima, graças à monitorização permanente que é assegurada.

 

Mas, e então daqui a 30 anos como vai ser?

 

Segundo aquele especialista, “ há que diminuir a sua capacidade e construir outras pequenas barragens a montante.”

 

posted by penacovaonline às 23:38
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"Aguieira I – 2008".

Os Bombeiros Voluntários de Penacova testaram ontem a operacionalidade das suas equipas especializadas no exercício "Aguieira I – 2008". Excerto de DIÁRIO AS BEIRAS:

foto: DIÁRIO AS BEIRAS

" Num concelho atravessado por dois rios e onde existem duas albufeiras e duas grandes barragens, o risco de acidentes como este acontecerem é real. Desta forma, este tipo de exercícios "são absolutamente essenciais", não só para "treinar o pessoal, testar o plano de emergência interno da barragem e a sua adequação ao plano exterior", mas também para "dar garantias à população da capacidade das estruturas, neste caso da Barragem da Aguieira, e das instituições", explicou o comandante do Bombeiros Voluntários de Penacova, António Simões.

Mesmo tratando-se apenas de um simulacro "há sempre alguma adrenalina" e a situação não pode ser tomada de ânimo leve, pelo que todos os procedimentos têm de ser levados à risca. "Não dá para fazer as coisas a correr. Temos de nos abstrair de tudo o que está à nossa volta e concentrar a nossa atenção naquilo que é essencial, que é retirar as vítimas" em segurança, referiu o comandante.

No final, António Simões considerou que o exercício "correu bem", destacando o tempo de resposta, "58 minutos".

Desde que entrou em funcionamento, há vinte anos, o responsável recorda apenas dois "pequenos incidentes" na barragem: "um senhor que caiu à água e um pequeno incêndio". "São equipamentos muito seguros", frisa.

No exercício, participaram 30 bombeiros (23 de Penacova e sete dos Municipais da Figueira da Foz), dois barcos, duas ambulâncias e três viaturas.

Fotos seguintes:

Jornal de Notícias

    

 

 

 

 

 

 

posted by penacovaonline às 23:33
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