Sábado, 5 de Setembro de 2009

Diário As Beiras entrevistou os candidatos Humberto Oliveira ( PS ) e Luís Morgado (PSD)

Obs:O destaque, na imagem,  a marcador, é da nossa responsabilidade

 

À semelhança do que este jornal diário tem vindo a fazer em relação a outros concelhos, foi agora a vez de Penacova. Com chamada de primeira página, a entrevista é apresentada nas páginas do jornal com grande destaque.

Numa lógica de revista de imprensa que assume este blogue, publicamos, os respectivos textos:

 

HUMBERTO OLIVEIRA

Houve “Falta de vontade política” para o desenvolvimento empresarial e do turismo


Humberto Oliveira elege o desenvolvimento do turismo e a fixação de empresas como prioridades. O candidato do PS considera que nestas áreas “se falhou nos últimos 20 anos” de liderança social-democrata no município.

DIÁRIO AS BEIRAS – Quais as linhas de força que destaca do seu programa eleitoral?
Humberto Oliveira – Destaco duas linhas de força, que sempre tenho defendido: a câmara municipal tem que ser um agente do desenvolvimento económico, potenciador da criação de emprego, e aí posso dizer que claramente se falhou nos últimos 20 anos no concelho de Penacova. Mal se sonhou que o IP3 iria passar junto a Penacova devíamos ter-nos preparado para criar zonas industriais, de localização de empresas, e isso não se fez. Apesar de a realidade de hoje ser diferente ainda temos que o fazer. Não podemos permitir que pessoas de Penacova que queiram instalar empresas tenham que ir para Santa Comba Dão ou outros locais. A outra linha de força é aproveitar o que temos de melhor, que são os recursos endógenos para o turismo. No turismo, mais do que grandes investimentos temos que conseguir trabalhar a marca Penacova. Temos que aproveitar as centenas de pessoas que já descem o rio e captá-las para que consumam em Penacova, porque isso irá gerar riqueza para o concelho.

Que metas considera uma vitória para a sua candidatura?
O objectivo é sempre a vitória, mas ganhar é ter mais um voto que os adversários e estamos convictos que há todas as condições para vencermos, se o que vamos ouvindo nas ruas se traduzir nas urnas. Queremos conseguir mais vereadores, com certeza. Nas últimas eleições autárquicas o PS teve a sua pior votação de sempre no concelho e em qualquer circunstância obteremos melhor resultado que há quatro anos atrás. Mas estamos convictos que vamos conseguir ganhar as eleições.

Mas nos últimos anos o PSD tem tido uma forte votação no concelho...
O PSD parte à frente nesta campanha, justamente pelos resultados que tem conseguido nas autárquicas. Noutras eleições, as legislativas ou as europeias, nunca ganha com a vantagem que tem tido nas autárquicas. Isso para nós também foi um desafio.

Como explica os menores resultados do PS nas autárquicas?
Pelo que conheço, embora não sendo militante, explico de duas formas. Os processos autárquicos do PS em Penacova, mesmo com uma boa escolha de candidatos, têm sido processos um tanto ou quanto turbulentos. Por outro lado, de facto, o eng. Maurício, enquanto presidente da câmara, conseguiu aglutinar um conjunto de pessoas que eventualmente só votam PSD nas eleições autárquicas. O facto de agora não ser candidato à câmara, mas à assembleia municipal, é um ponto que nos favorece.

Qual é a estratégia da candidatura para as juntas de freguesia?
Pretendemos conseguir ganhar um maior número de juntas de freguesia, há uma aposta particular nesse aspecto. Em 11 juntas de freguesia somos poder apenas numa, sendo outra da CDU e as restantes do PSD. A grande estratégia foi no cuidado na escolha dos candidatos, na escolha de candidaturas que possam ser vencedoras, com a consciência de o facto de sermos oposição e não poder nem sempre facilita. Por exemplo, em Figueira de Lorvão o nosso candidato concorre pela terceira vez e perdeu nas anteriores eleições. Mas, sem desprimor para as outras equipas, cremos que agora está acompanhado por uma equipa mais coerente, mais forte, e pode ganhar.

Que balanço faz do trabalho desenvolvido pelos eleitos socialistas nos órgãos autárquicos?
Apesar de só termos dois vereadores, fizeram um trabalho positivo na apresentação de propostas. Isso é aceite por todos os que conhecem a realidade, embora também tenhamos a consciência que a visibilidade do trabalho da oposição é pouca. Tanto Ernesto Coelho como António Ralha tiveram essa capacidade. Para além disso tivemos vontade de dar oportunidade a outras pessoas, com a rotatividade na vereação, e, nomeadamente, entrou o Vasco Tiago Morais, um jovem que, fruto da sua capacidade de trabalho, fez um trabalho excepcional, de tal forma que é candidato a vereador nesta lista. Quanto à assembleia municipal, grande parte dos deputados faz parte da minha equipa de trabalho e penso que estão de parabéns pelo trabalho efectuado. Destaco o Pedro Coimbra, um jovem politicamente experiente e bem preparado, que tem feito um trabalho notável, do que é uma verdadeira oposição no município, e também por isso é o candidato a presidente da assembleia municipal. A lista tem pessoas jovens, o que traduz a vontade de levar sangue novo, porque estamos aqui para dar um novo rumo, uma nova esperança, uma nova abordagem. Mas houve o cuidado de ligar esta nova abordagem a uma experiência mais sólida, e por isso o número dois na lista para a câmara é Ernesto Coelho.

Como classifica o trabalho do PSD na câmara nos últimos anos?
A principal falha que aponto aos últimos executivos do PSD foi a falta de vontade política de criar condições para termos empresas instaladas no concelho, para o desenvolvimento económico. A outra falha prende-se com o turismo. Em Penacova, à excepção do Fim-de-Semana da Lampreia, que é uma iniciativa de indiscutível mérito do actual presidente da câmara, não conseguimos dar o salto qualitativo que precisávamos. E temos condições para o fazer, esta terra é um pequeno paraíso. Acho que o eng. Maurício, talvez na perspectiva de dedicar grandes energias à relação com os eleitores, que depois lhe permitiu ter excelentes resultados, obviamente descurou estas questões mais estratégicas.

São factores importantes para Penacova?
Os rankings valem o que valem, mas os de desenvolvimento económico põem Penacova na cauda do distrito e isso é algo que temos que reverter. Não faz sentido termos rankings ao nível de Góis ou de Pampilhosa da Serra, quando as nossas condições são diferentes, desde logo quanto às acessibilidades. O desenvolvimento económico e o turismo também contribuíriam para fixar pessoas. Embora não tenhamos uma quebra demográfica, nota-se que em algumas localidades, como por exemplo Miro, algumas pessoas foram viver para Vila Nova de Poiares. Com a criação de emprego e de postos de trabalho isso pode reverter-se.

Na sua opinião quais são os principais problemas do concelho?
A falta de capacidade de gerar postos de trabalho para que as pessoas se fixem, trabalhem e consumam no concelho. Gostaríamos que todos tivessem orgulho em estar nesta terra, viver e trabalhar nesta terra. O que exige um maior dinamismo do desenvolvimento económico, que também desenvolve a área social e leva as pessoas a usufruírem mais da cultura e a participarem mais nas associações e colectividades.
 

LUÍS MORGADO

Fazer de Penacova um ponto de chegada de turistas



Actual presidente da Assembleia Municipal de Penacova, Luís Morgado é o candidato social-democrata à câmara. Reconhece que é necessário investir mais na área do desenvolvimento empresarial e do turismo.

DIÁRIO AS BEIRAS – Quais as principais linhas de força do programa eleitoral?
LUÍS MORGADO – O nosso objectivo principal é, nos próximos quatro anos, tornar o município mais atractivo, sob o ponto vista ambiental, cultural, desportivo e socioeconómico. Por isso definimos linhas de orientação estratégicas. Em primeiro lugar reforçar e dinamizar as áreas de localização empresarial. Neste momento temos duas áreas de localização empresarial que estão a ser infra-estruturadas, uma nos Covais, que dispõe de 11 lotes, e que deverá estar concluída dentro de dois meses. A outra é na zona de Alagoa, freguesia de Figueira de Lorvão, tem 15 lotes, e as infra-estruturas já foram adjudicadas. Teremos que criar condições no concelho para atrair investimento, desenvolvendo serviços que fomentem o contacto com os investidores. Outra área tem a ver com o investimento na melhoria das infra-estruturas e da oferta dos produtos turísticos, nomeadamente ligados ao turismo voltado para a natureza. Prevemos, para isso, criar um serviço especializado no município que impulsione a promoção de produtos turísticos. Depois as colectividades são um capital importantíssimo que o município deve aproveitar. Queremos olhar para o turismo e as colectividades numa óptica integrada, de modo a que, no futuro, possamos desenvolver parcerias com as colectividades, num conjunto de iniciativas de natureza cultural que casem com a oferta turística.

Que resultados consideraria uma vitória para a sua candidatura?
A vitória será a obtenção da maioria absoluta no executivo municipal, mantendo se possível o actual número de vereadores, a manutenção do actual número de juntas de freguesia e, se possível, recuperar mais uma, embora o partido já tenha nove das 11 juntas de freguesia.
É uma grande responsabilidade igualar ou ultrapassar os resultados de Maurício Marques?
É uma responsabilidade para mim e para toda a equipa, porque ele deixa a fasquia elevada, nomeadamente na proximidade que tem com os munícipes. Mas também queremos fazer um trabalho de grande proximidade com os munícipes. O eng. Maurício Marques é na nossa lista candidato a presidente da assembleia municipal, o que é uma extraordinária mais-valia no conjunto desta equipa.

Esta é uma candidatura de continuidade?
A minha lista é de renovação total, não transita do actual executivo para a minha equipa nenhum elemento que tivesse responsabilidade política no anterior executivo. O vice-presidente é o eng. Pedro Barbosa, que estava ligado já à câmara mas noutras funções. E acompanham-me um conjunto de pessoas que partilham os mesmos valores e ambição e estão ligadas à vida associativa, cultural e social do nosso concelho, como Cristina Simões, Roberto Barbosa e Manuel Nogueira.

O PS critica a falta de capacidade dos últimos executivos do PSD em dinamizar o desenvolvimento económico e fixar empresas no concelho. Concorda?
Dessa forma não. Temos que perceber que há 12 anos quando o eng. Maurício Marques assumiu a presidência da câmara o município de Penacova tinha carências de outra natureza. O mapa rodoviário do nosso concelho é hoje completamente diferente, não havia as infra-estruturas escolares que existem hoje, as piscinas municipais, avançou a renovação da rede de águas e de saneamento básico. Havia um conjunto de infra-estruturas em que o concelho estava muito carenciado e ele focou a sua governação autárquica nas áreas que eram prementes. Todos gostaríamos que se tivessem dado passos largos no fomento da actividade empresarial. Infelizmente, vivemos num país muito burocrático onde esses processos são lentos, mas ele está a deixar esse trabalho feito para o futuro.

As críticas do PS estendem-se ao desenvolvimento do turismo...
Nessa área o município tem que dar passos importantes. Hoje o município já é o principal parceiro da criação de infra-estruturas turísticas no concelho, através dos moinhos da Serra da Atalhada e da Portela de Oliveira. É accionista do Hotel de Penacova e proprietário do parque de campismo, tem-se feito muito nessa área. Temos que melhorar a promoção e divulgação da oferta turística e outras infra-estruturas. Um dos objectivos principais é fazer reencontrar as famílias de Penacova com o rio e nessa perspectiva iremos focar a nossa acção nas praias fluviais, em especial na requalificação de toda a área envolvente da praia do Reconquinho. Queremos fazer de Penacova um ponto de chegada de turistas e não de partida. Penacova é muito conhecida pelas descidas do rio, mas existem algumas barreiras que têm dificultado que os canoístas saiam no concelho. Reunimos com empresários do sector que nos deixaram alguns alertas que vamos ter consideração, para que as pessoas estejam mais tempo em Penacova.

Que balanço faz do desempenho dos eleitos do PSD nos órgãos autárquicos?
Um balanço positivo. Faço eu e os eleitores de Penacova, nomeadamente quando há quatro anos atrás deram uma maioria absoluta ao eng. Maurício, o melhor resultado de sempre. O que significa que os penacovenses se revêem no trabalho desenvolvido pelos autarcas sociais-democratas na câmara e freguesias. Na assembleia municipal, tive sempre a preocupação de deixar que as pessoas pudessem de uma forma livre manifestar as suas opiniões e ideias, de forma cívica e com correcção política.

O PS tem sido a oposição de que o concelho necessita?
Não gostaria de falar sobre os adversários, estamos num período de pré-campanha, queremos ter um posicionamento de ética em termos políticos, embora, algumas vezes, não tenhamos esses sinais da oposição.

O que deveria ter sido feito no concelho e não foi?
Colocaria a questão de outra maneira. Entendo que agora que estão satisfeitas de uma forma geral as necessidades prementes, embora haja ainda algumas carências, estão reunidas as condições para fazermos uma governação virada para outras áreas de desenvolvimento, nomeadamente ligadas ao fomento da actividade empresarial, fixação dos nossos jovens e aproveitamento turístico do concelho.
 

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