Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

Uma praga: o nemátodo do pinheiro bravo

O nemátodo do pinheiro bravo está a atacar a beira-serra. A CAULE (Associação Florestal da Beira-Serra) tem vindo a promover sessões de esclarecimento. Já o fez em S. Paio, S. Pedro e, amanhã,  em Travanca do Mondego.

 

 

 

Do site da CAULE extraimos o seguinte  texto informativo :

 

NEMÁTODO da MADEIRA do PINHEIRO
No passado dia 18 de Abril foi emitida uma nota de imprensa pelo gabinete do Ministro da Agricultura a dar conta da descoberta de dois novos focos de infecção pelo nemátodo da madeira do pinheiro (Bursaphelenchus xylophilus, ao lado), causador da chamada “doença dos pinheiros”.


É um ser microscópico, que parasita um insecto, o longicórnio-dos-pinheiros (Monochamus galloprovincialis, em baixo) e que se alimenta no interior dos vasos que transportam a seiva das árvores, acabando por bloqueá-los e impedir a árvore de se alimentar. Não existem fito-fármacos que consigam resolver o problema e a árvore acaba inevitavelmente por morrer, por vezes em poucas semanas. Através do insecto-vector (longicórnio-dos-pinheiros) o nemátodo vai sendo transportado de árvore em árvore, infectando assim um grande número de árvores no povoamento. A solução passa por uma monitorização constante e uma retirada rápida das árvores infectadas dos povoamentos.


O nemátodo do pinheiro-bravo foi detectado pela primeira vez no nosso País na península de Setúbal, em 1999, causando uma mortalidade elevada nos povoamentos e obrigando a uma série de medidas que passaram pelo abate das árvores infectadas e pela proibição de circulação de madeiras oriundas daquela zona sem serem previamente tratadas. Apesar destas restrições a doença continuou a expandir-se obrigando a uma intervenção em larga escala que consistiu na execução de uma faixa fito-sanitária ao redor de toda a zona afectada. Nesta faixa, com 3 km de largura, foram eliminadas todas as árvores resinosas (pinheiro-bravo, pinheiro-manso, pseudotsuga, ciprestes, cedros etc.), de modo a impedir a proliferação da doença.

Infelizmente as medidas aplicadas parecem não ter resultado, e é uma realidade a presença do nemátodo nas nossas florestas da região Centro. As zonas afectadas resumem-se, até ao momento à freguesia do Sarzedo, concelho de Arganil e à freguesia da Lousã, concelho da Lousã. No entanto, as restrições impostas à circulação de madeiras alargam-se às freguesias vizinhas num raio aproximado de 20 km. As freguesias da área de actuação da CAULE afectadas pelas restrições estão representadas na figura ao lado.


A CAULE tem desenvolvido todos os esforços, no sentido de se preparar e aos proprietários que representa, para enfrentar este problema da melhor maneira possível. Logo no dia 23 de Abril reunimos com representantes da indústria de madeiras, onde estiveram representadas a SONAE INDÚSTRIA, LUSO FINSA, CELTEJO, a PORTUCEL Viana, CentralTermoeléctrica de Mortágua e o CENTRO PINUS, com o objectivo de definir objectivos comuns que melhor sirvam os interesses dos pequenos e médios produtores que constituem a nossa realidade florestal. No dia seguinte, 24 de Abril, estivemos presentes numa reunião com o Ministro da Agricultura, os autarcas de Arganil e Lousã e com representantes das outras associações de proprietários florestais que operam na zona. Para amanhã, dia 7 de Maio, está prevista nova reunião no Governo Civil de Coimbra para esclarecimentos e dia 8 de Maio o Ministro da Agricultura, Jaime Silva, desloca-se a Arganil para a assinatura de protocolos de cooperação com as autarquias de Arganil e Lousã e com as OPF da região, onde se inclui a CAULE.


A portaria305 –A/2008 de 21 de Abril impõe aos proprietários a responsabilidade de abater e remover do povoamento as árvores que mostrem sinais de infecção nos 10 dias úteis a partir da notificação, que será feita por edital. É de salientar que as árvores abatidas dentro da Zona de Restrição não poderão transitar para fora desta zona sem o cumprimento das formalidades previstas nos anexos da mesma portaria.
Estamos a preparar-nos para ajudar os nossos associados e aderentes às ZIF da zona de restrição a enfrentar este problema através de uma boa gestão florestal.

 

 

Publicado a 6 de Maio de 2008
 

Fotos: a 1ª representa o insecto vector, isto é, o insecto que transporta a larva ( foto nº 2)

 

Etiquetas:
posted by penacovaonline às 21:29
link do post | comentar | favorito

Veja mais

Para ver mais registos deste blogue pode clicar no link dos meses anteriores ( ARQUIVO ) na barra lateral.

Ficha Técnica:

Webmaster : David Almeida Contacto: cyber.org@sapo.pt

Outubro 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2

3
4
5
6
7
8
9

10
11
12
13
14
15
16

17
18
19
20
21
22
23

24
25
26
27
28
29
30

31


Registos Recentes

Penacova Online continua ...

Penacova online regressa ...

Penacova Online regressa ...

...

Travanca: Dia da Freguesi...

Travanca do Mondego assin...

Soares Marques ( 1919-201...

Paulo Cunha: escritor pe...

Agenda 21 Local: um proje...

Feriado Municipal evocou ...

17 de Julho: Feriado Muni...

Concurso “Achas que sabes...

União de Chelo promove No...

Confraria da Lampreia de ...

Festas do Município arran...

Etiquetas

actualidade

autarquicas09

blogosfera

bombeiros

desporto

feriado municipal

festitradições

frontal

futebol

igreja

karate

lampreia

lorvão

miro

nova esperança

penacova

penacova a mexer

politica

s. pedro de alva

travanca

todas as tags

Arquivo

Outubro 2010

Agosto 2010

Julho 2010

Junho 2010

Maio 2010

Abril 2010

Março 2010

Fevereiro 2010

Janeiro 2010

Dezembro 2009

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

Junho 2009

Maio 2009

Abril 2009

Março 2009

Fevereiro 2009

Janeiro 2009

Dezembro 2008

Novembro 2008

Outubro 2008

Setembro 2008

Agosto 2008

Julho 2008

Junho 2008

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

Fevereiro 2008

Janeiro 2008

Dezembro 2007

Novembro 2007

Outubro 2007

Setembro 2007

Agosto 2007

Julho 2007

pesquisar